Mais de um século após a sua descoberta, a tumba do faraó Tutankhamon permanece como uma das maiores revelações da história da arqueologia mundial. O sepulcro, encontrado em 1922 no Vale dos Reis, no Egito, continha um espólio impressionante com mais de 110 quilos de ouro, entre joias, máscaras funerárias, amuletos e objetos rituais.
O tesouro, cujo valor atual ultrapassa os 90 milhões de dólares, não representa apenas riqueza material, mas um património cultural de valor incalculável para África e para a humanidade. O excelente estado de conservação dos artefatos permitiu aos historiadores aprofundar o conhecimento sobre os rituais funerários, a religião e o poder simbólico do Egito faraónico.
Entre os objetos mais emblemáticos destaca-se a máscara funerária em ouro maciço, com cerca de 11 quilos, considerada um dos símbolos mais reconhecidos da civilização egípcia. No total, foram catalogados mais de 5.000 itens, todos cuidadosamente preservados durante mais de três mil anos.
As autoridades egípcias mantêm uma posição firme quanto à posse do espólio: nenhuma peça pode ser alienada, reforçando a soberania cultural africana sobre um dos seus maiores legados históricos. Atualmente, a maioria dos objetos encontra-se sob custódia estatal, exposta no Museu Egípcio do Cairo.
Segundo destaca o Vozafricano, a tumba de Tutankhamon continua a ser um lembrete poderoso da centralidade de África na história das grandes civilizações e da necessidade de preservar o património cultural do continente.
A vozafricano destacou a matéria : https://vozafricano.com/descoberta-historica-tumba-de-tutankhamon-guarda-mais-de-110-quilos-de-ouro-avaliados-em-us-90-milhoes/





