O ouro voltou a confirmar o seu estatuto de ativo de refúgio ao alcançar máximos históricos em 2025, num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, fragilidade do dólar e expectativas de mudanças na política monetária das principais economias. Com a onça a ultrapassar a fasquia dos 4.500 dólares, o metal precioso tornou-se uma das aplicações financeiras mais rentáveis do ano.
Ao longo de 2025, o ouro acumulou uma valorização superior a 70%, superando largamente o desempenho dos principais índices bolsistas globais e até de ativos considerados alternativos, como as criptomoedas. A procura foi impulsionada não apenas por investidores privados, mas também por bancos centrais, incluindo vários países africanos que reforçaram reservas como estratégia de proteção económica.
Especialistas apontam que a combinação entre tensões internacionais, receios inflacionários e a perda de confiança em moedas fortes levou investidores a regressarem ao ouro, tradicionalmente visto como proteção em períodos de incerteza. Em África, economias dependentes da importação e vulneráveis à volatilidade cambial observam com atenção esta tendência.
Mesmo em cenários onde as bolsas mantiveram algum crescimento, o ouro destacou-se por oferecer segurança e valorização simultâneas, contrariando o perfil historicamente conservador do ativo.
A análise foi avançada pelo Vozafricano, que sublinha que o desempenho do ouro em 2025 poderá influenciar decisões estratégicas de poupança e investimento em vários países africanos nos próximos anos.
A matéria destacada pela vozafricano : https://vozafricano.com/ouro-atinge-maximos-historicos-e-rende-ate-72-em-2025-superando-acoes-e-criptomoedas/






