De acordo com a vozafricano, o aumento contínuo dos custos de eletricidade na África do Sul está colocando em risco cerca de 600 postos de trabalho diretos na indústria de manganês. A Transalloys, a última empresa a operar uma fundição de manganês no país, pode ser forçada a fechar suas portas caso não haja uma revisão urgente das tarifas de energia.
Nos últimos anos, diversas fundições foram fechadas, com os altos preços de eletricidade sendo apontados como o principal fator para a perda de competitividade. Isso resultou em milhares de demissões e agravou os desafios econômicos em regiões dependentes da indústria metalúrgica e extrativa.
Em entrevista à imprensa local, Konstantin Sadovnik, CEO da Transalloys, explicou que a empresa tem acumulado prejuízos nos últimos três anos, com os custos de energia representando cerca de 40% das despesas totais de produção. Sem uma solução adequada, a empresa poderá ser obrigada a interromper temporariamente suas operações ou até mesmo encerrar definitivamente.
O plano de contingência em análise prevê o corte de 600 empregos diretos, o que pode afetar até 7.000 empregos indiretos na cidade de eMalahleni, onde a fundição está localizada. Sadovnik alertou que as consequências sociais seriam severas, especialmente em uma região já marcada por altos níveis de desemprego.
A Transalloys aguarda uma resposta do governo sul-africano sobre as discussões em andamento para uma nova estrutura de preços de eletricidade, que está sendo negociada com a indústria de ferrocromo. A inclusão das fundições de manganês neste acordo é vista como crucial para garantir a sobrevivência do setor.
Fonte: vozafricano






