O Brasil autorizou oficialmente a exportação de material genético avícola para Moçambique, incluindo ovos férteis e pintos de um dia, na sequência de um acordo sanitário bilateral recentemente concluído entre os dois países.
De acordo com informações avançadas pela Lusa, a decisão resulta do encerramento das negociações técnicas entre as autoridades sanitárias moçambicanas e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, permitindo o acesso do mercado moçambicano à genética avícola brasileira.
A medida surge no quadro do relançamento da cooperação económica entre Brasil e Moçambique, impulsionado pela visita do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a Maputo, nos dias 23 e 24 de Novembro. Durante a deslocação, os dois governos assinaram nove instrumentos jurídicos em áreas estratégicas, com destaque para agricultura, segurança alimentar, energia e cooperação económica.
Segundo o Governo brasileiro, a abertura do mercado moçambicano ao material genético avícola deverá contribuir para a melhoria da qualidade e produtividade do plantel nacional, reforçando a capacidade de produção de proteína animal no país. Ao mesmo tempo, a iniciativa integra a estratégia brasileira de expansão do agronegócio em África, apostando no potencial de crescimento económico e demográfico do continente.
Dados oficiais indicam que, entre Janeiro e Novembro de 2025, Moçambique importou mais de 24 milhões de dólares em produtos agro-pecuários do Brasil, com destaque para carnes e outros produtos de origem animal, consolidando o Brasil como um dos principais parceiros comerciais do país neste sector.
Com este novo acordo, o agronegócio brasileiro passa a somar mais de 520 novas oportunidades de acesso a mercados internacionais, distribuídas por 81 destinos, desde 2023, reforçando a presença do Brasil no comércio agrícola global.
Durante o fórum económico Brasil–Moçambique, realizado em Maputo, Lula da Silva afirmou que o Brasil está “de volta” a África, defendendo uma cooperação estratégica com Moçambique em áreas como agricultura, segurança alimentar, energia, biocombustíveis, saúde e tecnologia, sublinhando a capacidade brasileira de contribuir para o reforço da produção alimentar no país.
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