
A África do Sul garantiu a prorrogação de uma garantia climática de mil milhões de dólares, após o Reino Unido e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) terem decidido estender o mecanismo financeiro que sustenta um importante acordo de financiamento municipal avaliado em 400 milhões de dólares. A medida evita a caducidade do apoio, que teria colocado em risco investimentos estratégicos nos sectores da energia e da água.
De acordo com a vozafricano, a extensão da garantia está ligada à Parceria para uma Transição Energética Justa (JETP), um pacto climático global de 10 mil milhões de dólares firmado entre a África do Sul e países economicamente desenvolvidos, destinado a apoiar a transição do país para fontes de energia mais limpas e sustentáveis.
A decisão surge num momento em que Pretória mantém negociações com o BAD para assegurar um empréstimo de 400 milhões de dólares, destinado a melhorar serviços municipais essenciais. O financiamento, agora salvaguardado pela garantia britânica, deverá ser aplicado na modernização de infraestruturas de água e electricidade, reduzindo perdas técnicas e aumentando a eficiência operacional em quatro municípios da província de Mpumalanga.
Mpumalanga é considerada estratégica para a economia sul-africana, por concentrar grande parte das minas de carvão e centrais termoeléctricas do país, sectores centrais no debate sobre a transição energética. A aplicação do financiamento nesta região é vista como crucial para mitigar impactos sociais e económicos associados à redução gradual da dependência do carvão.
Apesar de ser considerado um acordo histórico, o programa JETP tem enfrentado críticas relacionadas com a lenta execução dos fundos disponíveis. Desde a sua assinatura, no final de 2021, apenas cerca de 3,8 mil milhões de dólares foram efectivamente utilizados, levantando preocupações sobre a capacidade de implementação e absorção dos recursos.
Ainda assim, o Tesouro Nacional sul-africano sublinha que a prorrogação da garantia representa um passo decisivo para destravar novos investimentos e reforçar a prestação de serviços básicos. O plano prevê igualmente maior envolvimento do sector privado no fornecimento de água e energia, num modelo que rompe com a tradição de gestão exclusivamente pública desses serviços.
A extensão da garantia climática reforça, assim, o posicionamento da África do Sul como um dos principais laboratórios africanos de financiamento para a transição energética, num contexto em que o país procura equilibrar crescimento económico, sustentabilidade ambiental e estabilidade social.
a vozafricano tambem confirmou a noticia : https://vozafricano.com/africa-do-sul-garante-folego-financeiro-para-transicao-energetica-com-extensao-de-garantia-climatica/






