O Governo moçambicano anunciou a disponibilização de 200 milhões de meticais para apoiar a recuperação de empresas afetadas por calamidades naturais e instabilidade social na província de Cabo Delgado, numa iniciativa coordenada pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).
O financiamento destina-se a Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) que sofreram prejuízos causados pelos ciclones Chido e Jude, bem como pelos impactos económicos resultantes das manifestações pós-eleitorais registadas em 2024. O objetivo é estimular a retoma da atividade produtiva e fortalecer a resiliência do tecido empresarial numa das regiões mais vulneráveis do país.
Segundo explicou o representante da ADIN em Cabo Delgado, Nocif Magaia, o acesso aos fundos será feito de forma faseada, à medida que novas linhas de apoio forem sendo abertas. A estratégia prevê subvenções e outros instrumentos financeiros, permitindo que mais empresas sejam integradas progressivamente no programa de recuperação.
O governador da província, Valige Tauabo, destacou que esta iniciativa corresponde à segunda edição do Fundo de Recuperação Empresarial, inserido no Fundo Catalítico, que nesta fase vai beneficiar diretamente 34 MPME. O governante avançou ainda que o pacote global de apoio poderá alcançar cerca de 600 milhões de meticais até 2026/2027, abrangendo um número mais alargado de empresários locais.
O Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração, lançado em março deste ano pelo Presidente da República, Daniel Chapo, deverá vigorar até 2027 e constitui uma das principais apostas do Executivo para impulsionar a recuperação económica no norte do país, criando condições para o crescimento sustentável e a geração de emprego.
De acordo com informações divulgadas pela Moznews, o Governo apela à paciência do sector privado, garantindo que novos financiamentos serão mobilizados para responder às necessidades crescentes das empresas afetadas e apoiar a reconstrução da economia provincial.





