Os governos de Cabo Verde e do Luxemburgo validaram, na quarta-feira, 14 de Janeiro, o plano operacional para 2026 do Programa de Acção Climática do arquipélago, que passa a contar com um reforço financeiro de 4,1 milhões de euros.
Com esta actualização, o orçamento global do programa atinge 14,6 milhões de euros, dos quais cerca de 4,25 milhões de euros estão destinados especificamente às actividades previstas para 2026, segundo informações oficiais divulgadas pelo Governo cabo-verdiano.
A cooperação com o Luxemburgo tem desempenhado um papel central no fortalecimento da governação climática em Cabo Verde, apoiando o desenvolvimento institucional e a implementação de iniciativas locais focadas na adaptação às alterações climáticas e no aumento da resiliência das comunidades. Estas acções contribuem para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo país no âmbito da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e do Plano Nacional de Adaptação.
O arquipélago continua a enfrentar impactos severos das mudanças climáticas, caracterizados por períodos prolongados de seca, episódios de cheias repentinas cada vez mais intensas, além das ameaças associadas à subida do nível do mar e à acidificação dos oceanos.
Neste contexto, a estratégia de desenvolvimento nacional tem vindo a incorporar, de forma crescente, critérios de resistência a eventos climáticos extremos, reconhecendo a vulnerabilidade específica de Cabo Verde enquanto pequeno Estado insular.
O documento técnico-financeiro actualizado do programa, juntamente com o Plano Operacional Anual para 2026, será analisado pela comissão de acompanhamento, co-presidida pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e pelo embaixador do Luxemburgo em Cabo Verde, Jean-Marie Frentz.
O Governo reafirma que o objectivo central da parceria é promover uma acção climática eficaz, inclusiva e orientada para resultados, alinhada com as prioridades de desenvolvimento sustentável do país e sustentada pela cooperação contínua com o Luxemburgo.
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