Pelo menos 400 mil pessoas correm o risco de ser retiradas compulsivamente das suas zonas de residência na província de Gaza, no sul de Moçambique, devido à elevada probabilidade de inundações, alertaram as autoridades nacionais de gestão de recursos hídricos.
O aviso foi feito na terça-feira, 13 de Janeiro, pela Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH). Segundo o director nacional da instituição, Agostinho Vilanculos, as populações mais vulneráveis concentram-se nos distritos de Chókwè, Guijá, Chibuto e Xai-Xai.
“Estimamos que cerca de 400 mil pessoas vivam em áreas de risco elevado”, afirmou Vilanculos, explicando que a ameaça resulta da subida acentuada dos níveis hidrométricos e da possibilidade iminente de junção dos rios Incomati e Limpopo.
De acordo com a DNGRH, este cenário é semelhante ao registado durante as cheias de 2000 e poderá aumentar o número de afectados para cerca de meio milhão de pessoas, caso se confirme a confluência dos dois rios.
As autoridades defendem que este é o momento adequado para avançar com a retirada compulsiva das populações em risco, sublinhando, no entanto, a necessidade de garantir meios logísticos adequados para permitir a travessia segura entre margens.
Além das comunidades, várias infra-estruturas essenciais estão igualmente ameaçadas, incluindo pelo menos 150 escolas, cerca de 80 unidades sanitárias e aproximadamente 10 mil hectares de áreas agrícolas, cuja perda poderá agravar a insegurança alimentar na região.






