O sector do turismo gerou cerca de 1,7 mil milhões de meticais, equivalentes a 22,7 milhões de euros, durante o período festivo em Moçambique, impulsionado pela entrada de mais de 311 mil turistas, segundo um balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Economia.
De acordo com dados apresentados pelo director nacional de Comércio e Prestação de Serviços, Joel Nhassengo, o número de visitantes superou em 2,3% as previsões iniciais, reflectindo um aumento significativo da mobilidade interna e externa entre 15 de Dezembro e o início de Janeiro, período tradicionalmente marcado por forte procura turística.
Conforme avançou a Lusa, ao longo da quadra festiva foram realizados 199 eventos de fim de ano em todo o país, que reuniram mais de 160 mil participantes, sobretudo em zonas costeiras. Nessas regiões, as unidades turísticas registaram taxas de ocupação entre 33% e 100%, contrastando com a menor procura observada nos centros urbanos.

O Governo considera que o período decorreu de forma globalmente tranquila, apesar do aumento da circulação rodoviária e transfronteiriça. Segundo Nhassengo, as autoridades asseguraram a estabilidade de preços, o fornecimento de bens essenciais e a continuidade dos serviços, respondendo prontamente a incidentes pontuais registados em alguns sectores.
O sector privado também avalia positivamente os resultados. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) destacou o crescimento do turismo e do comércio, sublinhando a forte procura por destinos de sol e praia, bem como por turismo de natureza, cultural e de safari, que concentraram a maior parte da demanda durante este período.

Empresários do sector referem que os números representam uma retoma significativa, revertendo a tendência negativa registada no ano anterior, quando o turismo foi afectado por tensões pós-eleitorais e ainda sentia os efeitos da pandemia da COVID-19.
Paralelamente, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) intensificou as acções de fiscalização, suspendendo 93 estabelecimentos comerciais, maioritariamente restaurantes e bares, por incumprimento das normas de higiene e segurança. No mesmo período, foram destruídas mais de 54 mil unidades de produtos fora de prazo ou mal conservados, além da apreensão de milhares de caixas de bebidas alcoólicas ilegais.
Os dados reforçam a importância do turismo como motor da economia nacional, ao mesmo tempo que evidenciam os desafios persistentes na fiscalização da actividade económica e na garantia da qualidade dos serviços prestados ao consumidor.
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