O ouro atingiu um novo máximo histórico esta segunda-feira (22), impulsionado pela crescente convicção dos investidores de que os Estados Unidos poderão avançar para novos cortes nas taxas de juro, num contexto marcado também pelo agravamento das tensões geopolíticas internacionais.
Nas primeiras horas de negociação, o metal precioso valorizava 1,72%, sendo transaccionado em torno de 4.413 dólares por onça, superando o anterior recorde registado em Outubro. O movimento reforça o estatuto do ouro como activo de refúgio em períodos de incerteza económica e política.
O forte desempenho reflecte a combinação de vários factores: por um lado, a expectativa de uma política monetária mais acomodatícia por parte da Reserva Federal norte-americana, que tende a reduzir o atractivo do dólar e das obrigações; por outro, o aumento dos riscos geopolíticos, que tem levado investidores a procurar activos considerados mais seguros.
Analistas destacam que a valorização acumulada ao longo de 2025 coloca o ouro no melhor desempenho anual em mais de 40 anos, um sinal claro de mudança no posicionamento dos mercados globais. A procura tem sido alimentada tanto por investidores institucionais como por bancos centrais, especialmente em economias emergentes, que continuam a reforçar as suas reservas em metal precioso.
Com o cenário internacional ainda marcado por incertezas económicas, conflitos regionais e dúvidas quanto ao ritmo do crescimento global, o ouro deverá continuar no centro das atenções, mantendo-se como um dos principais barómetros do sentimento de risco nos mercados financeiros.
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