Moçambique, Maláui, Zâmbia e República Democrática do Congo deram um passo decisivo para o reforço da integração regional ao assinarem um memorando de entendimento que visa estender o Corredor Ferroviário de Nacala, uma das principais plataformas logísticas da região austral de África.
O acordo foi formalizado na sexta-feira (19), durante a 10.ª Reunião do Comité de Gestão do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, realizada em Maputo, e contou com a presença dos ministros responsáveis pelos Transportes e Logística dos quatro países envolvidos.
Segundo explicou o ministro moçambicano dos Transportes e Logística, João Matlombe, a iniciativa pretende consolidar o Porto de Nacala como um eixo estratégico de ligação ao oceano Índico, capaz de impulsionar o comércio regional e reduzir os custos logísticos para os países do interior. Para o governante, o projecto representa mais do que uma infraestrutura física, simbolizando uma visão comum de desenvolvimento económico partilhado.
O memorando prevê a construção de uma linha férrea com cerca de 2.400 quilómetros, ligando Chipata, na Zâmbia, a Serege, na República Democrática do Congo, atravessando territórios do Maláui e de Moçambique. A nova ligação deverá reforçar a competitividade do corredor, facilitando a exportação de minerais, produtos agrícolas e mercadorias diversas para os mercados internacionais.
De acordo com Matlombe, os quatro países comprometeram-se a mobilizar financiamento de forma conjunta e a identificar parceiros estratégicos para a implementação da ferrovia e das infra-estruturas logísticas associadas, incluindo terminais, centros de carga e serviços de apoio ao longo do corredor.
A expansão do Corredor Ferroviário de Nacala é vista como um projecto estruturante para a África Austral, com potencial para acelerar o crescimento económico, estimular o comércio intra-africano e reforçar a cooperação entre os países da região.
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