A Electricidade de Moçambique (EDM) registou prejuízos avaliados em 7,6 milhões de dólares na província de Nampula, no norte do país, ao longo do presente ano, como resultado de vandalização de infra-estruturas eléctricas e de diversos constrangimentos operacionais que afectaram o funcionamento da rede.
Segundo explicou o director de Operações da EDM em Nampula, Cristiano Neves, as perdas tiveram impacto directo nos planos de expansão e modernização do sistema eléctrico, atrasando novas ligações e dificultando o fornecimento regular de energia a comunidades que ainda aguardam acesso à electricidade. A vandalização de equipamentos essenciais, como postes, cabos e transformadores, continua a ser um dos principais entraves à sustentabilidade da rede na província.
Apesar deste cenário adverso, a empresa conseguiu superar as metas estabelecidas para novas ligações em 2025. De acordo com os dados avançados, estavam previstas cerca de 77 mil novas ligações, mas o número já foi ultrapassado, com mais de 81 mil clientes integrados ao sistema eléctrico, representando um grau de cumprimento de cerca de 110%. A EDM reconhece, no entanto, que o desempenho poderia ter sido ainda melhor sem os prejuízos provocados pela vandalização.
No contexto nacional, a EDM tem vindo a reforçar o investimento no sector energético. Em Agosto, a empresa anunciou que gere actualmente uma carteira de projectos superior a 700 milhões de dólares, destinada sobretudo ao transporte e à distribuição de energia eléctrica. O objectivo é responder ao aumento da procura interna, apoiar o processo de industrialização e consolidar Moçambique como exportador regional de energia.
O director de transporte da EDM, Luís Amado, referiu anteriormente que a empresa investe anualmente cerca de 50 milhões de dólares apenas para garantir a manutenção da rede existente e assegurar a continuidade do fornecimento aos actuais clientes. Este esforço financeiro evidencia os desafios estruturais do sector eléctrico moçambicano, onde actos de vandalização continuam a gerar custos elevados e a comprometer a expansão do acesso à energia, sobretudo nas províncias do norte do país.
Fonte: Diário Económico DE





