Os mercados acionistas da Ásia encerraram a sessão em terreno positivo, refletindo um clima de maior confiança dos investidores na reta final do ano. O movimento foi sustentado sobretudo pelo desempenho das empresas tecnológicas, num contexto de renovado apetite ao risco e expectativas de crescimento económico mais sólido a nível global.
No Japão, o Nikkei avançou de forma consistente, enquanto o Topix também registou ganhos moderados, beneficiando da valorização de empresas exportadoras. A ligeira desvalorização do iene frente ao dólar funcionou como estímulo adicional para os títulos ligados ao comércio externo, uma dinâmica frequentemente observada nas grandes economias asiáticas orientadas para exportações.
Na Coreia do Sul, o Kospi voltou a destacar-se, impulsionado pelo forte desempenho de empresas ligadas à tecnologia e à inteligência artificial. A Samsung esteve entre os maiores destaques da sessão, com uma valorização expressiva, reforçando o peso do setor tecnológico no sentimento positivo do mercado. Tendência semelhante foi observada em Taiwan, cujo índice de referência também fechou em alta.
Na China continental, os ganhos foram mais contidos, com o mercado de Xangai a avançar ligeiramente, enquanto a bolsa de Hong Kong permaneceu encerrada. Ainda assim, o tom geral da região manteve-se construtivo, refletindo uma perceção de que as preocupações recentes em torno da inteligência artificial e do crescimento global começam a ser absorvidas pelos investidores.
O bom desempenho asiático acompanha uma tendência que se estende a outros mercados internacionais e que não passa despercebida a investidores africanos atentos aos fluxos globais de capital. Em várias economias do continente, a evolução das bolsas asiáticas serve como termómetro indireto para o comportamento dos mercados emergentes, sobretudo num período em que fundos internacionais reavaliam posições antes do início do novo ano.
Com a aproximação do tradicional “rally de fim de ano”, os investidores parecem manter uma postura otimista, mesmo com sinais de maior cautela em relação às taxas de juro e ao ritmo futuro da política monetária internacional. O desempenho das tecnológicas, mais uma vez, confirma o seu papel central na definição do humor dos mercados globais.






